sábado, 3 de outubro de 2009

Um sorriso para a solidão


Bão Zé?

Comigo tudo bem. Claro que podia e vai melhorar, sou um eterno otimista!

Hoje vim falar com você sobre solidão.

Atualmente é tão difícil estar sozinho, né Zé? Seja na rua, em casa, no trabalho... sempre tem alguém por perto. Mas, mesmo não estando sozinhas, a impressão que tenho é que cada vez mais as pessoas estão mais solitárias, presas dentro de seus "mundos particulares".

É tão fácil encontrar pessoas com "defesas" enormes em relação a confiança, carinho, falar de si mesmas... não é? Este mundo moderno nos leva a sermos cada vez mais solitários.



A internet é uma grande aliada contra a solidão. Será mesmo verdade?

Como sempre falo com você, sou à moda antiga, pra mim o negócio é "tete-a-tete"...

Sinto uma imensa vontade de viajar sozinho, pruma cidade do interior... ahh que maravilha! Sabe, uma cidadezinha com menos de 5 mil habitantes? Ir à mercearia, sentar num boteco e ouvir as novidades... que vontade de viver que me deu agora, rapaz!

Eu adoro conversar com "desconhecidos", não sei porque viu? Tenho uma predileção por pessoas bem mais velhas e mais simples. Às vezes chego a pensar que o "conhecimento" e o acesso a informação deixam as pessoas menos pessoas e mais máquinas, servindo a um certa "ironia coletiva".

Zé, usei como título de uma prosa nossa aqui o termo "Solidão Pública", tá lembrado? Pois é, este seria um bom título para este bate-papo também. Eu e você moramos numa cidade grande, mas se por acaso alguém "espiar" esta prosa nossa, eu pediria que observasse as pessoas nos centros das grandes cidades. Todas "carrancudas", sempre com muita pressa, indo pros mesmos lugares: trabalho, banco, órgão públicos, médicos... Se você se esbarrar com alguma pessoa nestes lugares é bem capaz que receba um olhar torto, no mínimo, né não?



Outro dia, por volta de umas 23 horas, voltando de uma maratona de entrevistas pro Pimentas no Reino, lá em Pedro Leopoldo, sentei num banco da rodoviária de lá para pensar um pouco.

Claro que fui de carro sim, Zé! Mas, sou meio assim mesmo, você me conhece.

Daí, uma pessoa sentou-se ao meu lado. Você sabe como eu sou, né? Claro, puxei assunto com a pessoa. Durante as respostas monossilábicas que obtive, reparei no semblante fechado, receoso e incomodado com minha atitude...

Zé, para de zoar, não tenho estereótipo de malandro não! No máximo de Sérgio Mallando... né "Glu-glu"?

Depois disso, fui numa lanchonete, tomar meu habitual e predileto "suco de cajú" e fui enfrentar 40km de estrada pensando em prosear com você sobre isso.

Amigo, acho que já te aluguei demais por hoje... continuamos outro dia, combinado?

Um grande abraço procê!

Inté, Zé!

7 comentários:

Anônimo disse...

Pelas datas parece que fazia tempo que você não escrevia aqui.Que bom que a inspiração voltou.Adorei o texto. Muio verdadeiro.

Zé! disse...

Olá anônimo, boa tarde!

Na realidade havia 16 dias que ñ proseava com o Zé.

Não tenho pretensões e nem me condiciono a postar sempre, pois tento ser o mais "verdadeiro" possível comigo e em respeito a todos que possam vir a ler nossa conversa.

Muito obrigado pela visita, fiquei muito feliz com o comentário!

Grande abraço!

Anônimo disse...

Acho que deveria escrever mais.è muito bom nisso.POr isso questionei as datas.Gostaria de ler mais.BJS

Zé! disse...

Oi "anônimo", desculpe se me fiz entender errado, não fiquei bravo não, tá?

É porque aproveitei seu comentário para falar disso, pois já fui questionado outras vezes!

Obrigado pela visita de novo!

Volte sempre, às vezes eu e o Zé proseamos por aqui!

Abração

Anônimo disse...

rsrsrs;Quem seria esse anônimo?Pode ser alguém bem próximo.Quem sabe alguém que pode te telefonar...

§ynara disse...

Como o moço me disse que comentário retroativo também vale, aí vai:

Tenho a impressão que no mundo "muderno", se me permite o plágio, temos nos transformado em ilhas isoladas, mesmo com uma enorme rede de relacionamento na internet. Fico aqui pensando sobre a qualidade destes relacionamentos. Talvez culpa da correria?

Por coincidência, quando eu lia seu post, uma pessoa veio me perguntar sobre uma reunião, achou que estava atrasada. O detalhe é que a reunião é amanhã. A pessoa não sabia nem que dia da semana é hoje. Sei bem o que é isto. Rapidez, eficiência, resultados, grana e todas outras preocupações que consomem a semana de domingo a domingo.

Sinto que nesta correria, não temos tempo nem para pensar em solidão. Me questiono se alguns de nós não tenta preencher a vida com esta correria para não sentir solidão? Se for isto mesmo, temos que olhar mais de perto, para ver se há sabedoria ou se é somente uma fuga.

Uma das coisas que admiro é quando uma pessoa consegue ser boa companhia para si própria. É difícil, quem consegue passar longos períodos sozinho e ficar bem?

E como não sou boba nem nada, quero na vida um pouquinho de cada coisa, saber estar junto das pessoas e também aproveitar a minha própria companhia.

Pra variar já tô falando demais. Mas valeu pelo convite ao pensar.

Forte Abraço.

Alvim Dias disse...

Olá Synara, tudo bem?
Eu e o Zé tentamos, mas não conseguimos entender a ideia do "plágio".
Concordo com você sobre que colocamos toda essa correria como tampão do vazio que temos em nós mesmo. É claro que tem aqueles que não sentem solidão, mas a carreira que escolheram os impõe esse tipo de rotina.
Sobre ser boa companhia pra si própria... hehehe... quem sabe não me plageia e cria um "personagem virtual"? rsrs

Obrigado por sua visita,
volte sempre!